
Rosácea
Informações gerais sobre Rosácea na OA Clinic, em São Paulo. A conduta é definida em consulta com médico dermatologista.
Você já se sentiu incomodado por ter a pele vermelha e com bolinhas que parecem espinhas, mas não são? Você sabe o que é rosácea e como ela pode afetar a sua pele?
Desvendando a Rosácea
A rosácea é uma doença inflamatória vascular crônica que se caracteriza por deixar a pele vermelha e com lesões que lembram espinhas espalhadas principalmente na região centro-facial. As mulheres entre 35 e 65 anos são as mais afetadas. A causa da rosácea ainda não está esclarecida, estudos apontam para uma combinação entre fatores genéticos e ambientais, porém sabemos que os vasos superficiais da face estão comprometidos e dilatados. Uma série de fatores pode desencadear ou agravar a rosácea, aumentando o fluxo de sangue para a superfície da pele. Alguns destes fatores incluem:
- Alimentos ou bebidas quentes.
- Alimentos picantes.
- Bebidas alcoólicas.
- Temperaturas extremas.
- Exposição ao sol.
- Exercício físico extenuante.
- Estresse emocional.
- Banhos quentes ou saunas.
- Uso de corticosteroides.
- Substâncias fotossensibilizantes e/ou condições clínicas fotossensibilizantes.
- Alterações hormonais fisiológicas da fase do climatério.
- Uso de medicamentos que dilatam os vasos sanguíneos, incluindo alguns medicamentos para pressão arterial.
- Microrganismos como o Demodex folliculorum e Helicobacter pylori podem ser fatores agravantes.
Embora as mulheres sejam mais acometidas, os sintomas nos homens costumam ser mais graves. Entretanto, a avaliação de uma especialista em rosácea é fundamental para identificar o que desencadeou a doença e prescrever o melhor tratamento.
Tipos de Rosácea
Existem 4 subtipos descritos de rosácea e o tratamento é baseado de acordo com a identificação desses subtipos. Muitas vezes, estão mescladas e coexistindo.
- Eritemato-telangiectásica (vascular): É quando a parte central do rosto fica constantemente vermelha, como se estivesse sempre corada, e pode ter pequenos vasos sanguíneos visíveis, que são como linhas finas vermelhas ou roxas.
- Papulopustular (inflamatória): Além do vermelhidão no centro do rosto, aparecem também bolinhas vermelhas que podem ter pus, parecidas com espinhas.
- Fimatosa: A pele do nariz e às vezes da testa, bochechas e orelhas, ficam mais grossa e irregulares, podendo parecer inchadas.
- Ocular: Os olhos podem apresentar irritação, sensações de corpo estranho ou ardência, coceira, aumento da sensibilidade à luz e visão embaçada. Há também o risco de desenvolver conjuntivite ou inflamação da córnea. Entre as condições oculares, a blefarite é a mais frequentemente associada à rosácea.
Tratamentos da Rosácea
O tratamento das doenças crônicas, que não têm origem conhecida, são um desafio para o dermatologista. A rosácea não tem cura, mas pode ser controlada com tratamentos combinados com uso de tecnologias associados a medicamentos tópicos até uso de antibióticos e isotretinoína.
Uma boa rotina de skincare vai fazer parte do tratamento de qualquer subtipo de rosácea.
- Sabonetes com pH balanceado são recomendados para limpar a pele sem tirar excessivamente a oleosidade e evitar, assim, que a pele fique irritada.
- O protetor solar vai contribuir para diminuir os episódios de exacerbação e de inflamação persistente da pele. Cremes com dióxido de titânio e/ou óxido de zinco são geralmente bem tolerados.
- Hidratantes com ativos específicos também auxiliam na recuperação da barreira protetora da pele, promovendo uma ação calmante.
- Uso da água termal gelada para contrair os vasinhos e diminuir a vermelhidão da pele.
A rosácea eritemato-telangiectásica é o tipo mais comum, apresentando vermelhidão na pele. Neste caso, além de evitar fatores desencadeantes, uso de protetor solar e hidratantes calmantes, o tratamento com luz intensa pulsada, para reduzir a vermelhidão e os vasinhos é fundamental. O objetivo principal do tratamento é diminuir os vasinhos e a vermelhidão do paciente.
Outra opção terapêutica envolve o uso de oximetazolina e brimonidina, que são eficazes na redução e controle do flushing (vermelhidão). É importante salientar que, embora não sejam curativos para a rosácea, esses medicamentos atenuam o vermelhidão. Contudo, deve-se considerar que, em alguns casos, o tratamento pode levar a um efeito rebote da condição.
No caso da rosácea papulopustular, o tratamento vai incluir cremes que possuem ação antiparasitária ou antibiótica. Muitas vezes, pode ser necessário o uso de antibióticos orais com ação anti-inflamatória. O protetor solar e o tratamento com Laser também são bem-vindos.
A rosácea fimatosa, que aumenta mais frequentemente o volume do nariz, pode ser tratada com isotretinoína oral. O tratamento dura em torno de 3 a 4 meses. Procedimento cirúrgico pode ser necessário.
Para o tratamento da rosácea ocular, recomenda-se a adoção de práticas de higiene ocular e o uso de lágrimas artificiais. Em determinadas situações, o emprego de antibióticos tópicos específicos para os olhos é indicado, e nos casos mais severos, pode-se recorrer à administração oral de antibióticos. O tratamento prossegue até que se atinja o controle clínico da patologia, reduzindo-se gradativamente a dosagem do medicamento conforme a evolução do quadro.
É sempre importante que um profissional qualificado possa avaliar, classificar os subtipos, esclarecer dúvidas e guiar o melhor tratamento para a sua rosácea. Agende uma consulta e descubra como melhorar a sua pele.

