
Biópsia de Pele e Anatomopatológico
A biópsia de pele retira uma amostra de pele ou mucosa para análise em laboratório. O exame anatomopatológico descreve a alteração encontrada e orienta a conduta.
A biópsia de pele é um procedimento em que o dermatologista retira uma amostra de pele ou de mucosa para análise em laboratório. O exame anatomopatológico informa não apenas que existe uma alteração, mas se há comprometimento de tecido e qual a sua extensão.
É a partir dessa descrição que o médico define a conduta de cada caso. O laudo responde o que a amostra mostra; o que fazer com essa informação se decide na consulta, junto com o exame clínico e o histórico.
Quando a biópsia é indicada
A indicação parte do dermatologista diante de manchas escuras que crescem ao longo do tempo, de sinais inflamatórios ou de crescimentos anormais na pele, como algumas pintas. Em geral, vem depois da dermatoscopia: é o exame que mostra a alteração que justifica a coleta.
Como a coleta é feita
É um procedimento simples e rápido, feito no consultório sob anestesia local e sem internação hospitalar. A ardência que se costuma sentir é a da aplicação da anestesia e dura poucos segundos. Depois da coleta, o material é enviado ao laboratório.
Tipos de biópsia
O dermatologista escolhe a técnica pelas características da lesão. Elas não são intercambiáveis nem se ordenam da pior para a melhor: cada uma alcança uma profundidade e responde a uma pergunta diferente.
- Punch, a mais utilizada: um instrumento cirúrgico parecido com uma caneta, de ponta cortante circular, é pressionado sobre a pele até a profundidade desejada e remove uma amostra cilíndrica. O diâmetro do punch varia entre 1 e 6 milímetros, e os de 3 e 4 milímetros são os mais usados.
- Raspagem, ou shaving: com o auxílio de um bisturi, remove-se a camada mais superficial da pele. A amostra é superficial, mas pode ser mais extensa que a do punch. Pode haver sangramento, controlado ali mesmo por curativo ou cauterização.
- Curetagem: uma cureta raspa e retira pequenos fragmentos de pele, sem necessidade de sutura. O instrumento não alcança as partes mais profundas.
- Excisão: remoção completa da lesão, para análise mais precisa da extensão e das características. Tem indicações específicas, como lesões suspeitas de melanoma ou de outras neoplasias malignas.
Depois do procedimento
Vale seguir as orientações do dermatologista sobre o local da coleta. Em geral, recomenda-se manter o curativo limpo e seco, evitar exposição solar e usar pomadas cicatrizantes conforme a prescrição. Em caso de sangramento, dor, infecção ou sinais de reação alérgica, procure o médico.
Perguntas frequentes
- O que é a biópsia de pele?
- É o procedimento em que o dermatologista retira uma amostra de pele ou de mucosa e a encaminha para análise em laboratório. O exame anatomopatológico descreve a alteração encontrada e indica se há comprometimento de tecido.
- Quando a biópsia de pele é indicada?
- Quando o exame identifica manchas escuras que crescem ao longo do tempo, sinais inflamatórios ou crescimentos anormais na pele, como algumas pintas. Costuma vir depois da dermatoscopia, que é o exame que aponta a alteração. A indicação é do médico, caso a caso.
- Como o procedimento é feito?
- É um procedimento simples e rápido, feito no consultório sob anestesia local, sem internação hospitalar. É comum sentir uma ardência de poucos segundos na aplicação da anestesia. Depois da coleta, o material segue para o laboratório.
- Quais são os cuidados depois da coleta?
- O dermatologista orienta os cuidados com o local, que em geral envolvem manter o curativo limpo e seco, evitar exposição solar e usar o que for prescrito. Sangramento, dor, sinais de infecção ou reação alérgica são motivo para procurar o médico.

