
Pintas
Nevo é o nome médico das pintas. A maioria é benigna e não exige tratamento, mas mudanças na lesão são motivo para avaliação com dermatologista.
Nevo é o termo médico para as pintas e os sinais que aparecem na pele, com formas, cores e tamanhos diferentes. A maioria é benigna. Conhecer as suas pintas serve para perceber quando alguma delas muda e levar essa mudança à consulta.
Tipos de nevo
- Juncional: mancha marrom, de média a escura, uniformemente pigmentada e bem demarcada, situada na junção entre a epiderme e a derme.
- Composto: pápula bem demarcada, em geral num tom de marrom mais claro que o do nevo juncional, presente tanto na epiderme quanto na derme.
- Intradérmico: nódulo de tons mais claros de marrom, às vezes da cor da pele, localizado na derme.
- Com halo: nevo circundado por um anel de pele despigmentada.
- Azul: composto por células pigmentadas escuras, que dão à lesão uma aparência azulada.
- Atípico: apresenta características clínicas ou histológicas associadas a maior risco de evoluir para melanoma, como assimetria leve, margens irregulares e mal definidas e coloração variada.
A lista descreve o vocabulário que o médico usa. Encaixar a sua pinta em um desses nomes é trabalho do exame presencial, com dermatoscópio.
Quando levar uma pinta à consulta
A maioria dos nevos não causa sintoma e passa despercebida por muito tempo. Algumas mudanças, porém, são motivo para marcar avaliação. A sigla ABCDE reúne o que costuma chamar atenção do dermatologista:
- Assimetria: os dois lados da pinta não se parecem.
- Bordas irregulares, serrilhadas ou pouco uniformes.
- Cor com vários tons misturados numa mesma lesão.
- Diâmetro que cresce de forma progressiva.
- Evolução: mudança de cor, tamanho ou forma ao longo do tempo.
Uma observação importante sobre essa lista: ela serve para você reparar em uma mudança e marcar consulta, não para classificar a lesão em casa. Lesão nova na pele também entra nesse grupo. Quem diferencia o que é benigno do que precisa de investigação é o exame com dermatoscópio.
Como a avaliação é feita
A avaliação clínica é feita com o dermatoscópio, uma lupa especial que permite ver detalhes e estruturas da superfície e da profundidade da lesão e identificar critérios que sugerem benignidade ou malignidade.
Em alguns casos, o médico indica biópsia: retira uma amostra ou toda a lesão para análise ao microscópio em laboratório. É o exame que confirma a natureza da lesão.
Quando a remoção é indicada
- Nevo que sofreu modificação.
- Aparência clínica atípica.
- Irritações repetidas no local.
- Razões estéticas.
A maioria dos nevos é benigna e não exige tratamento específico. Quando a remoção é indicada, costuma ser feita por cirurgia com anestesia local. Há contraindicações: infecção ativa da pele e alergia aos anestésicos locais.
Proteção e acompanhamento
- Evitar a exposição solar nos horários de maior intensidade, entre 10h e 16h.
- Usar protetor solar com fator adequado ao seu tipo de pele e reaplicá-lo a cada duas horas ou depois de suar ou nadar.
- Usar roupas, chapéus e óculos escuros que cubram a maior parte da pele.
- Não usar câmaras de bronzeamento artificial.
- Observar a própria pele com regularidade e levar ao médico o que mudou.
- Consultar dermatologista pelo menos uma vez por ano para avaliação completa.
O acompanhamento clínico serve para monitorar as lesões existentes e identificar novas lesões que mereçam investigação. A frequência é definida pelo médico, conforme o risco individual de cada pessoa.
Perguntas frequentes
- O que é um nevo?
- Nevo é o termo médico para as pintas e os sinais que aparecem na pele. Eles têm formas, cores e tamanhos diferentes, e a maioria é benigna. São formados por melanócitos, as células que produzem pigmento na pele.
- Toda pinta precisa ser removida?
- Não. A maioria dos nevos é benigna e não exige tratamento específico. A remoção é avaliada quando a lesão mudou, quando tem aparência clínica atípica, quando sofre irritações repetidas ou por razão estética, sempre a partir da avaliação médica.
- Como o dermatologista examina uma pinta?
- Pela avaliação clínica com o dermatoscópio, uma lupa especial que mostra estruturas da superfície e da profundidade da lesão. Em alguns casos, indica biópsia, que retira uma amostra ou toda a lesão para análise ao microscópio.
- O que ajuda a proteger a pele?
- Evitar a exposição solar entre 10h e 16h, usar protetor solar adequado ao seu tipo de pele e reaplicá-lo a cada duas horas ou depois de suar ou nadar, usar roupas, chapéu e óculos escuros, não usar câmaras de bronzeamento artificial e manter a consulta anual com dermatologista.

