Mãos em luvas brancas apalpam um pequeno nódulo arredondado nas costas de uma pessoa.

Cistos

O cisto epidérmico é uma lesão benigna que se forma sob a pele, com uma cápsula que contém queratina e restos de células. O tratamento depende do tamanho, da localização e da condição do cisto.

O cisto epidérmico é uma bolinha que se forma sob a pele, mais comum na face, no pescoço e no tronco. Costuma ter a cor da pele ou um tom mais amarelado, às vezes com um pequeno orifício no centro, e o tamanho varia de alguns milímetros a vários centímetros.

Por dentro, é uma cápsula que contém uma substância espessa e de odor forte, formada por queratina e restos de células. A queratina é a mesma proteína que compõe pele, cabelo e unhas. O cisto pode originar-se de um folículo piloso, de uma glândula sebácea ou de um trauma, como um corte.

É uma lesão benigna: não é cancerígena e não se dissemina para outras partes do corpo. Em geral é indolor. Quando inflama ou infecciona, fica vermelho, quente e inchado e pode liberar secreção amarelada ou esverdeada, e passa a exigir avaliação.

As opções de tratamento

A conduta depende do tamanho, da localização e da condição do cisto no momento da consulta.

  • Analgésicos e anti-inflamatórios, para aliviar dor e inflamação.
  • Antibióticos, nos cistos infectados.
  • Incisão e drenagem, para extrair o conteúdo do cisto inflamado ou infectado.
  • Cirurgia, para remover o cisto e a sua cápsula, sob anestesia local. É a opção mais indicada para cistos maiores que um centímetro e para os casos em que o cisto esteja causando desconforto, dor ou alteração estética.

A remoção completa da cápsula é o que reduz a chance de o cisto voltar a aparecer no mesmo lugar. É um procedimento simples, feito no consultório do dermatologista.

Conforto durante o procedimento

A anestesia local é aplicada antes do início. O que se costuma sentir é a picada da aplicação, de poucos segundos.

Dá para prevenir?

Não há forma específica de prevenir o cisto epidérmico, porque a origem pode ser congênita, traumática ou obstrutiva. Alguns cuidados ajudam a reduzir o risco de desenvolver ou de agravar um cisto: manter a pele limpa e hidratada, não espremer nem manipular lesões, proteger a pele do sol e de agentes irritantes e tratar adequadamente a acne e outras doenças de pele.

Acompanhamento

O seguimento depende do tipo, do tamanho, da localização e da condição do cisto. Em geral, recomenda-se avaliação periódica com dermatologista para verificar sinais de inflamação ou infecção. Depois da remoção, o material é enviado para análise histopatológica, que confirma a natureza da lesão.

Perguntas frequentes

O que é um cisto epidérmico?
É uma lesão benigna que se forma sob a pele, com aspecto de bolinha, geralmente na face, no pescoço ou no tronco. Tem uma cápsula que contém queratina e restos de células, e pode originar-se de um folículo piloso, de uma glândula sebácea ou de um trauma, como um corte.
Cisto epidérmico é perigoso?
É uma lesão benigna: não é cancerígena e não se dissemina para outras partes do corpo. Costuma ser indolor, exceto quando inflama ou infecciona. Nessas situações, pode ficar vermelho, quente, inchado e liberar secreção, e aí precisa ser avaliado.
Quando o cisto precisa ser removido?
A cirurgia é a opção mais indicada para cistos maiores que um centímetro e para os que causam incômodo estético ou funcional. A remoção completa da cápsula importa para reduzir a chance de o cisto voltar a aparecer. A decisão é da consulta.