Mão em luva azul pressiona uma saliência macia no antebraço de uma pessoa deitada, sobre fundo branco.

Lipomas

O lipoma é um tumor benigno formado por células de gordura, que cresce sob a pele ou dentro de outros tecidos. Na maioria dos casos não exige tratamento; a remoção é avaliada caso a caso.

O lipoma é uma massa que se desenvolve sob a pele ou dentro de algum tecido do corpo. Tem forma arredondada, cor semelhante à da pele ou um pouco mais clara, e tamanho variável, de alguns milímetros a mais de dez centímetros.

Por dentro, é uma cápsula que envolve células de gordura multiplicadas de forma anormal. Essas células, os adipócitos, fazem parte do tecido adiposo, que armazena energia e protege o corpo do frio e de choques.

É um tumor benigno: não é câncer e não se espalha para outras partes do corpo. Costuma ser assintomático, sem dor, coceira ou vermelhidão. A exceção é quando cresce muito e comprime um nervo, um vaso ou um órgão próximo, o que pode causar desconforto, dor ou alteração de função.

É um quadro comum. Aparece em qualquer idade, mas é mais frequente em adultos e a partir dos 40 anos. Pode ter origem genética, familiar ou traumática, e a causa exata segue desconhecida.

Tipos de lipoma

Existem vários tipos de lipoma, que se diferenciam pela sua localização ou pelas suas características microscópicas.

  • Subcutâneo: o mais frequente, logo abaixo da pele. Pode aparecer em qualquer parte do corpo, com preferência por ombros, tórax, costas, pescoço e coxa.
  • Intramuscular: dentro do músculo, podendo causar dor ou limitar movimentos.
  • Intermuscular: entre os músculos, e pode ser confundido com um hematoma.
  • Angiolipomatoso: contém vasos sanguíneos no seu interior e pode sangrar ou doer.

Como a avaliação é feita

O dermatologista examina a lesão, avaliando forma, tamanho, consistência, mobilidade e sensibilidade, e pergunta pelo histórico familiar, pelos hábitos e pelos sintomas. A ultrassonografia de partes moles costuma entrar nessa etapa.

Quando o lipoma é grande, o médico pode pedir ressonância magnética ou tomografia computadorizada, para ver até onde ele vai e se alcança outros tecidos além da gordura. Em alguns casos, indica biópsia, que retira uma pequena amostra para análise em laboratório. Isso serve para confirmar a natureza da lesão e afastar doenças que se parecem com o lipoma, como o lipossarcoma.

Quando a remoção é considerada

Como costuma ser pequeno e indolor, o lipoma não precisa de tratamento na maioria dos casos. Tumores pequenos podem desaparecer espontaneamente, mas o que ocorre mais frequentemente é o lipoma permanecer inalterado durante anos. Quando cresce demais, dói ou fica em um ponto que incomoda, como a face, a remoção cirúrgica passa a ser uma opção.

O procedimento costuma ser simples e rápido, e em lesões pequenas pode ser feito só com anestesia local. O tipo de abordagem depende do tamanho e da localização, e a pessoa precisa estar em boas condições clínicas para a cirurgia.

Contraindicações

  • Infecção ou inflamação ativa no local do lipoma.
  • Alergia aos anestésicos locais.

Prevenção e acompanhamento

Não há forma específica de prevenir o lipoma, já que a causa é desconhecida e pode estar ligada a fatores genéticos. O acompanhamento serve para monitorar o crescimento e verificar sinais de complicação. Um lipoma removido dificilmente volta no mesmo lugar, mas novos lipomas podem surgir em outras regiões.

Perguntas frequentes

O que é um lipoma?
É um tumor benigno formado por uma cápsula que envolve células de gordura multiplicadas de forma anormal. Cresce sob a pele ou dentro de algum tecido do corpo, tem forma arredondada e tamanho variável. Não é câncer e não se espalha para outras partes do corpo.
Lipoma precisa ser removido?
Na maioria dos casos, não. O lipoma costuma ser pequeno, indolor e permanecer inalterado por anos. A cirurgia entra em discussão quando ele cresce demais, dói ou fica em um ponto que incomoda. A decisão é da consulta.
Como o dermatologista avalia um lipoma?
Pelo exame clínico, avaliando forma, tamanho, consistência, mobilidade e sensibilidade, junto com o histórico. Pode pedir ultrassonografia de partes moles e, em lesões maiores ou mais profundas, exames de imagem. Em alguns casos, indica biópsia para confirmar a natureza da lesão.